Momento de Reflexão
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A Estrela de Nazaré

Fonte: site Momento Espírita

Quando os olhos da história buscam compreender os caminhos que transformaram a humanidade, raramente se detêm nas sombras nas quais as mulheres foram forçadas a caminhar.

No tempo em que Jesus esteve entre nós, às mulheres não cabiam os direitos, as vozes ou as decisões. Apenas as patrícias romanas, protegidas pela aristocracia do império, desfrutavam de exceções e de algum prestígio social.

Para a maioria, o anonimato e a submissão eram a regra imposta pela cultura e pelas leis da época.

A mensagem do Evangelho, como nova aurora, rasgou o preconceito e revelou a dignidade espiritual de todas as criaturas humanas.

E almas corajosas sobressaíram-se, escrevendo com amor e renúncia páginas inesquecíveis.

Interessante constatar como a Boa Nova, em variados momentos, se serviu do intelecto, da energia e da coragem das mulheres.

Lembramos de Febe, a devotada servidora da igreja de Cencreia, cuja firmeza e sabedoria mereceram a confiança de Paulo de Tarso.

Ele a apresenta como sua hospedeira e de quantos necessitem e a encarregou de transportar e entregar a célebre Epístola aos Romanos, guardando-a com a própria vida.

Recordamos a doçura de Dorcas, a generosa costureira de Jope. Com mãos habilidosas e coração transbordante de caridade, vestia os desamparados, fazendo de cada ponto e de cada costura uma oração viva de amparo aos necessitados.

Evocamos, ainda, o testemunho inabalável de Joana de Cusa, nobre de coração, que culminou sua jornada com o testemunho de fé no circo de sofrimentos, sem jamais renegar o amor que a transformara.

Mas, acima de todas as figuras femininas que floresceram sob a luz do Evangelho, ergue-se a grandeza serena de Maria de Nazaré. A maior de todas as mulheres.

Entre todas as almas que habitavam a Terra, a Sua elevação espiritual sobressaía como um farol de pureza e renúncia.

Para acolher em Seu seio o Modelo e Guia de toda a humanidade, fazia-se necessária uma virtude capaz de suportar o peso de uma missão divina com absoluta simplicidade e fé inabalável.

O extraordinário de Maria residia na Sua capacidade de amar e servir sem nada pedir em troca. Maternar o Cristo significava alimentar a esperança do mundo.

Também guardar no peito a dor silenciosa das incompreensões e o prenúncio da cruz.

Em cada gesto de carinho, na mansidão com que acolhia os necessitados e no silêncio perante as dores, Ela exemplificou a perfeita sintonia com a vontade do Pai Celestial.

Ao pé da cruz, quando as forças do mundo pareciam sucumbir à escuridão, a Estrela de Nazaré manteve-se de pé, convertendo a própria dor em fortaleza para amparar os discípulos desolados.

Ela se tornou a mãe consoladora de todos nós, a presença maternal que continua a guiar os passos dos que buscamos o caminho do bem.

Maria permanece como a expressão mais alta da sublimação humana. Sua vida nos prova que o amor puro é a única força capaz de transformar o destino das almas.

Nossa gratidão, Mãe Santíssima.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 52, do livro Religião dos Espíritos, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

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