Desarmamento infantil
Muitos têm sido os esforços empregados para se conseguir o desarmamento infantil.
Uma situação que até bem pouco tempo não era percebida, ou era ignorada, agora é alvo da preocupação de pessoas e instituições filantrópicas.
Foi preciso que várias desgraças se sucedessem para despertar a atenção da sociedade para essa triste realidade.
Pais que até então fomentavam o arsenal dos filhos com armas de brinquedo, perderam o controle, desde que os filhos começaram a buscar nos arsenais dos próprios pais, armas que não são de brincadeira, para brincar de mocinho e bandido.
Mas como a educação depende do exemplo, chegou-se à conclusão de que era preciso desarmar também os pais, e criou-se uma lei que considera crime o porte ilegal de armas.
Assim, tirando a arma de pais e filhos, ou de adultos e crianças, pensa-se que o problema estará resolvido.
Será que estará resolvido mesmo? Será que basta tirar a arma das mãos de alguém para desarmá-lo?
Se fossem eliminadas todas as armas da face da Terra, ainda assim nós continuaríamos armados uns contra os outros, pois a violência está dentro do indivíduo que é violento.
Quantas pessoas que jamais tocaram numa arma e já destruíram tantos sonhos e esperanças, pela forma agressiva de ser!
Basta olharmos nos olhos de muitas das nossas crianças para perceber o quanto estão armadas.
O olhar agressivo, os gestos brutalizados, o comportamento irreverente e inconseqüente, dão mostra de quão armados continuam nossos filhos, mesmo sem empunhar uma arma.
O mesmo ocorre com os adultos, pois é destes que as crianças copiam a maneira de ser.
Pais que se dirigem aos filhos sempre aos berros, que atiram as coisas com brutalidade, batem portas, esmurram mesas, são exemplos vivos de violência, sem porte de armas.
Genitores que agridem os filhos até à morte, pois fazem das mãos e pés verdadeiras armas.
Todas as medidas coercitivas tendem ao insucesso quando não acompanhadas de medidas educativas de profundidade, de conscientização dos indivíduos.
Se o porte ilegal de armas é crime, a violência é imoral e contrária às leis de Deus.
É importante que nos dediquemos ao desarmamento infantil, começando por nos desarmar interiormente, empreendendo esforços por domar a fera que insiste em permanecer em nossa intimidade.
Agindo assim, perceberemos que em pouco tempo mudaremos a feição da sociedade. Pois se a violência é geradora de violência, a paciência, que é a ciência da paz, fomentará a paciência.
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Não basta tirar a arma de alguém para desarmá-lo.
Quem quer agredir não depende de armas, lança mão de qualquer objeto ao seu alcance. É preciso que o nosso comportamento seja harmonioso e complacente.
É imperioso que nos desarmemos intimamente.
Agindo assim, daremos o exemplo às crianças que passarão a nos imitar os gestos e, mesmo com uma arma na mão, não agredirão a ninguém, já que lhes faltará o impulso para tanto.
Empreendamos assim, uma campanha de auto-desarmamento, de desarmamento interior, e lograremos êxito em muito pouco tempo.
Redação do Momento Espírita
Comentários
Luís Carlos Czezanoski
EDUCAÇÃO PARA UMA CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA ATIVA
O DESCONFORTO ANDA SOLTO NO MUNDO!
Gente, o que que há com nós? Por que tanta brutalidade?
Quando realmente nos comportaremos como seres humanos?
Quando realmente nos humanizaremos?
Por que não usamos nossa preciosa alma para criar, amar, pacificar, tornar-se pessoa e buscar ser feliz?
Por que não assumimos o nosso papel de cocriação do Universo, mas assumimos o de destruidor?
Por que somos tão omissos, enquanto a vida lá fora pega fogo?
Por que insistimos em violentar, agredir, manipular, perverter, roubar, matar...gratuitamente ou não?
Necessitamos urgentemente mobilizar as redes sociais e toda a população para fomentar uma campanha séria contra a escalada da violência em nossa cidade-estado-país, esta situação já está ultrapassando todos os limites e a barreira do insuportável.
Será que não nos sentimos acuados e incomodados?
Porque as pessoas que tem uma consciência maior se calam?
Nos preocupamos com tantas banalidades e futilidades, por que não nos preocupamos com o que realmente importa, como bem disse Zélia Duncan em sua bela canção: \"O desconforto anda solto no mundo e você sempre junto e você sempre atento ao que menos importa\".
Vamos nos indignar, nos importar com o que realmente importa na vida, que é a dignidade humana, não só à nível pessoal, mas no social e ambiental também.
Vamos agir, o momento agora é de ação-mobilização. Usemos nossas forças para sermos melhores e buscar o melhor para todos, a nossa irmandade em humanidades.
Sejamos mais solidários, inclusivos, amorosos, pacíficos uns com os outros, neste momento delicado que nossa cidade está passando!
Desenvolvamos cada vez mais a nossa preciosa inteligência, criatividade, vontade, respeito, ética, bom-senso, bem-querer, sensatez, compreensão, consciência, lucidez na forma de pensar, falar, sentir, intuir e agir!
Usemos nossas belas mãos para criar e construir ao invés de destruir!
Chega de roubos, assaltos, assassinatos, medos, estupros, corrupções, crimes, repressões, opressões, preconceitos, discriminações, maldades, picuinhas, políticas do pão e circo...
Conscientizemos-nos que a Paz e o Amor são as maiores possibilidades de educarmos-nos para que realmente sejamos mais humanos, dignos, poe-éticos e este-éticos!!!!
Amemos a vida, está tudo estranho, mas ela é bela! Nós é que nos cegamos prá o bem e o belo da vida! Abramos os olhos e se comprometa com alguma mudança!
Eu estou participando do Projeto por uma cultura da Paz, saiba mais em rpctv televisando 2012