A mediunidade
A questão da mediunidade tem sido tratada, ainda em nossos dias, de forma bastante pueril por aqueles que, não a conhecendo em profundidade, se arvoram em discorrer a respeito.
Normalmente vinculam-na ao Espiritismo, como se ela fosse invenção e apanágio dos espíritas.
É, no entanto, no livro religioso mais antigo e respeitado de que tem conhecimento o Ocidente, que encontramos uma farta gama de exemplos de médiuns.
Referimo-nos à Bíblia. E em seu Antigo Testamento, encontramos a descrição detalhada do festim de Baltazar, o neto de Nabucodonosor, na Babilônia.
Em meio ao alegre festim, uma mão apareceu ao fundo da sala e escreveu três palavras, que ninguém conseguia decifrar.
Foi necessário chamar o profeta hebreu Daniel que ali compareceu e informou ao rei que as palavras significavam Pesado, Medido, Dividido, predizendo a divisão do seu reino em breve.
Fato que se consumou nos dias seguintes, com a vitória de medos e persas naquele país.
Ora, o primeiro fenômeno trata-se da escrita direta, quando os Espíritos não se utilizam da mão do médium para escrever, fenômeno estudado pelo Codificador da Doutrina Espírita no século XIX, com detalhes.
O segundo, o da decifração da mensagem tem a ver com a inspiração do profeta, que colheu no Invisível informação precisa.
Logo no início do Novo Testamento, o Evangelista Lucas descreve a anunciação de Maria pelo anjo Gabriel. Ora, ela viu o mensageiro Divino, portanto fenômeno de vidência.
Ouviu-o com detalhes, pois que com ele conversou. Fenômeno de audiência.
E, numa época em que não existia a ecografia, o mensageiro dos céus não somente lhe fala da sua concepção, mas do sexo da criança, do nome que Lhe seria dado e da Sua missão, com as palavras:
Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Será grande e o chamarão filho do Altíssimo e o seu reino não terá fim.
Finalmente, lhe informa Gabriel que sua prima também está grávida há seis meses, motivo que leva Maria a visitá-la.
Mediunidade não é, portanto, exclusividade dos espíritas. É de todos os tempos. É faculdade inerente ao homem, dada por Deus para que ele, deste mundo de dores, possa alçar-se ao Infinito e sentir o socorro e amparo espirituais, pelos fios invisíveis da comunicação que, em síntese, se dá através da oração, que eleva o ser às culminâncias do Invisível.
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O pai de João Batista também recebeu a revelação do nascimento do filho, antes de sua esposa vir a conceber.
Narra o Novo Testamento que ele estava no Santuário, exercendo as suas funções de sacerdote, quando lhe apareceu o mensageiro do Senhor, ao lado direito do altar, dando-lhe detalhes do que sucederia, igualmente lhe dizendo do sexo da criança, o nome e sua missão.
O fato de estar o sacerdote Zacarias a orar nos dá a tônica de que para adentrarmos à Espiritualidade Superior, o caminho é sempre a prece, que nos eleva e credencia a tal.
Redação do Momento Espírita.
Comentários
Siomare Costa dos Santos
Olá, quase um ano depois, minhas dúvidas diminuiram, mas permanecem algumas... que com uma leitura mais atuante espero conseguir excluí-las. Abraços fraternos.
Clodovico Braga
Sra Siomare Costa
Tudo que é explicado no texto, Eu também achei interessante. Para complementar minha dúvida, resolvi comprar o Livro dos Espitos. É fato que esse livro usado pela doutrina Espírita, contém às explicações que nescessita. Ali a Senhora vai encontrar e tirar às dúvidas existente. Faça como o Apostulo PAULO: Examinai tudo e retei-vos o que for bom. E foi o que fiz.
Abraços
siomare costa
Muito bom o site.
Nesta bela mensagem, tenho algumas dúvidas:
Alguém poderia me responder ?????
1)Falta explicar como é que espíritos, entes imateriais, conseguem manipular a matéria e escrever em paredes.
2)Como funcionaria essa colheta de informes no invisível?
3)A visão de Maria, vidência ???Não necessariamente, pode ter sido tão-somente um sonho, ao qual Maria deu o significado que lhe ocorreu ser.
4)Não existia ecografia, não existia por quê?
5)Mediunidade é a suposta capacidade de falar com e ouvir espíritos. Nas ilustrações apresentada, nada há que dê margem a supor a presença de espíritos. No episódio do rei Belzasar se interpreta como a mão de Deus passando a condenação ao monarca impenitente; a visita do anjo a Maria é apresentada como um anjo fazendo a anunciação: anjos não são espíritos, pelo menos não no sentido que lhes dá o espiritismo.
6)A proibição da lei contra consultar aLmas de mortos nada tem a ver com o acontecimento no alto do monte. Nos tempos de Moisés era comum às religiões da palestina a prática de contatar espíritos familiares. A vedação feita aos judeus dessa prática tinha por fito deixar claro que somente Javé deveria ser buscado, pois era o único que poderia responder. Durante a transfiguração de Jesus, Moisés e Elias apareceram espontâneamente, como forma de marcar a submissão da lei (Moisés) e dos profetas (Elias) a Jesus. Onde, pois, a mediunidade nesse evento?
Siomare
João B. da Silva
Além das passagens biblicas que foram citadas na mensagem acho interessante destacar outra, aquela em que Jesus foi ao alto do monte, e os espíritos de Moisés e Elias apareceram conversando com Ele, bem na frente dos discípulos que estavam com ele. Interessante porque o próprio Moisés que foi quem proibiu as comunicações no velho testamento, vem no novo testamento "des-proibir", mostrando para as testemunhas que a comunicação é possível e não tem nada de errado, caso contrário Jesus teria que ir para o inferno por estar conversando com os "mortos".